SEÇÃO DA AHIMTB NO CLUBE MILITAR EM 8 NOV 2006.
10º ANIVERSÁRIO DA AHIMTB
POSSE DE ACADÊMICOS E CONCESSÃO DE MEDALHAS
Da esquerda para a direita CMG Carlos Norberto Stumpf Bento, administrador do site da AHIMTB, Cel Ernesto Caruso, Delegado da Delegacia Marechal João Batista de Matos; Cel Darzan Neto da Silva, Gen Ex Gilberto Figueiredo, Presidente de Clube Militar e de Honra da Seção; Cel Cláudio Moreira Bento ,presidente da AHIMTB; Gen Ventura, presidente da Associação de ex combatentes do Brasli; Cel Sá Martins, Cel Nilton Freixinho ,Cel Amerino Raposo Filho, Cel Francisco Ruas Santos, patrono de cadeira em vida da AHIMTB e Cel José Spangenberg Chaves,.( Foto do acadêmico Eng Israel Blagberg)
Recepção e apresentação dos
Acadêmicos Cel Darzan Neto da Silva e Ernesto Caruso
Na Academia de História Militar Terrestre do Brasil
Sessão Solene na Delegacia da AHIMTB Marechal João Batista de Matos do Rio de Janeiro
Clube Militar, 8 de novembro de 2006
Há alguns anos atrás, a admiração do Presidente desta Academia Cel Cláudio Moreira Bento pelo trabalho de meu pai em relação à Geografia da História e o meu trabalho voluntário e continuado junto aos candidatos à ECEME, permitiram que eu fosse distinguido pela AHIMTB com a Cadeira cujo Patrono é o General Flamarion Barreto, uma inspiração permanente à preparação intelectual e moral do futuro oficial de estado-maior.
Hoje, sou chamado a receber dois novos integrantes da Academia, o Coronel Darzan e o Coronel Caruso. Um, mais que companheiro próximo há muitos anos, é um irmão escolhido. Outro, um amigo empenhado permanentemente na preservação de nossos valores morais e espirituais, através de vigilante e perseverante trabalho.
5 O Coronel Darzan, é natural de São Gabriel, RS, filho do Papias Nunes da Silva e de Dora Gabriela Neto da Silva.
Viveu a sua infância nas cochilhas do Rio Grande, influenciada pela cultura castelhana. Cursou o primeiro grau no Ginásio Marista de São Gabriel ingressando, depois, na Escola Preparatória de Porto Alegre(EPPA). Na Academia Militar de Agulhas Negras(AMAN) foi Cadete da Turma Antônio João, sendo declarado Aspirante da Arma de Engenharia em 1957.
Casou-se com D. Maria Emília Barcellos da Silva e têm três filhos: Paulo Guilherme, Thais Helena e Otávio Henrique.
Sua primeira Unidade como Oficial foi o 3° Batalhão de Engenharia de Combate em Cachoeira do Sul – RS, Batalhão Conrado Bitencourt. Promovido a 1° Tenente foi transferido para o 1 ° Batalhão Ferroviário em Bento Gonçalves - RS, onde permaneceu por dez anos realizando trabalhos de natureza relevante,na construção do Tronco Principal Sul.
Foi instrutor no curso de Engenharia na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais ( EsAO) e concluiu o curso da Escola de Comando e Estado-Maior ( ECEME) n em 1974, ainda Capitão.
Como Major e Tenente Coronel serviu no Estado- Maior da 6ª Divisão de Exército,Divisão de Voluntários da Pátria , no III Exército – atual Comando Militar do Sul(CMS) e na ECEME, como instrutor .Foi observador do Estado-Maior do Exército nos exercícios de Guerra na Selva realizados pelo Comando Militar da Amazônia(CMA). Cursou a Escola Superior de Guerra(ESG) e serviu no Comando Militar do Leste(CML).
Promovido a Coronel comandou o 3° Batalhão de Engenharia de Combate, em Cachoeira do Sul, sua primeira unidade, quando o batalhão participou da Manobra Centauro Gama, no Campo de Instrução de Saicã- RS, cumprindo missão de Unidade de Engenharia de Exército, apoiando as 3ª e 6ª Divisões de Exército em Operações de Campanha e de Transposição de Cursos de água.
Quando serviu em Porto Alegre, concluiu o Curso de Administração de Empresa na Faculdade São Judas Tadeu; no Rio de Janeiro conclui o Curso de Estudo de Problemas Brasileiros na UERJ e participou de Ciclos de Estudos promovidos pela ESG.E em viagens à Europa, ampliou seus estudos em História Militar referentes a fatos relacionados com a História do Brasil e a História da América Espanhola.
Na preparação de candidatos à ECEME, elaborou textos de História do Brasil, particularmente sobre a Formação da Nacionalidade Brasileira e sobre o período Monárquico e sobre Formação, Independência e evolução dos países da América de colonização espanhola, e sobre a África e cooperou na produção do conteúdo dos meios eletrônicos atualmente distribuídos pela ECEME aos candidatos a seus cursos..
O Cel Darzan, desde que iniciou seu curso na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, tem se dedicado à preparação dos candidatos à mesma integrando, há mais de trinta anos, a equipe de orientadores do CPREP/ECEME do Clube Militar.
É o atual Diretor e redator da Revista do Clube Militar.
Hoje me sucede na Cadeira General Flamarion Barreto desta Academia, em razão a minha elevação a acadêmico emérito , continuando por estatutos da AHIMTB vinculado a referida cadeira.
O prezado amigo acadêmico , Coronel Ernesto Gomes Caruso, ou simplesmente Coronel Caruso, é carioca. Foi declarado Aspirante a Oficial de Artilharia pela Academia Militar de Agulhas Negras em 1962 e sua primeira unidade foi o2º GO 155, em Jundiaí,SP. Na Escola de Artilharia de Costa e Anti Aérea (EsACosAAe) , fez o curso de Oficial de Radar e foi instrutor da mesma . Cursou a EsAO em 1973 e concluiu a ECEME em 1978. Foi Chefe de Estado-Maior da AD/3, em Cruz Alta, RS. Comandou o 18º Grupo de Artilharia de Campanha em Rondonópolis, MT.
È bacharel em Administração de Empresas e, já na Reserva, foi Gerente de Departamento na Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), de 1992 a 1998.
Como oficial de Estado-Maior, serviu no Comando da 2ª Bda Inf em Niterói, no Comando do então I Exército (CML), no Comando da AD/3, e no 18º GAC como já foi dito, na Diretoria de Especialização e Extensão e no Departamento de Material Bélico.
Atividade literária e educativa
- Artigos publicados na Revista Defesa Nacional, nas Revistas dos Clubes Militar e da Aeronáutica, nos jornais O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, O Farol, nas páginas eletrônicas do TERNUMA, SUPERVIRTUAL, PORTAL MILITAR, MIDIA SEM MÁSCARA, RESERV AER, SOLIDARISTAS, INSTITUTO FEDERALISTA, ANMFA, PND, ANTONINI.PSC, PERCIVAL PUGGINA, USINA DE LETRAS, CORREIO DO ESTADO, CORONEL.BLOGGEASY, HELAMOR IvfULTIPL Y.COM e pensamento selecionado em "Guerra Proscrita" do Cel Germano Seidl Vidal , acadêmico Emérito da AHIMTB
Autor do poema "Mártires da Democracia", como preito aos que foram vítimas da insanidade comunista, inserido no livro A VERDADE SUFOCADA, que se constitui em um troante depoimento do Cel Ustra contra a perseguição que ainda sofre, por seu fiel cumprimento do dever militar.
- Autor do estudo que fundamentou a concessão da Denominação Histórica de Artilharia Divisionária Brigadeiro Hilário Gurjão, à AD/3, de Cruz Alta RS, grande unidade herdeira das glórias e vitórias da Arma de Artilharia na Guerra do Paraguai.
- Co-autor da letra da Canção da AD/3 etc.
- Autor da concepção dos Monumentos ao Marechal Mallet em Cruz Alta e no 180 GAC, que reproduzem o sistema de Artilharia, por seus elementos constitutivos.
- Criador e organizador da Biblioteca Gen Andrada Serpa em PiabetálMagé e autor do livro Brasilidades, que orienta como organizar uma sala de leitura, de forma simplificada, explica o Hino Nacional e enfoca patrioticamente o Brasil em prosa e verso.
Autorizado pelo acadêmico emérito Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e em nome de todos os seu integrantes , lhes saúdo, lhes abraço e proclamo a honra e a alegria de tê-los agora integrados a nós como acadêmicos , na faina intransferível e impostergável de, através da História, que é verdade e justiça, contribuir para a preservação da memória das tradições e valores mais caros das Forças Terrestres Brasileiras.
Cel Eng e EM Luiz Carlos Carneiro de Paula
Acadêmico Emérito da AHIMTB
Oração proferida pelo Cel Darzan Neto da Silva ao assumir a Cadeira nº 45 da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e elogio ao Patrono, Gen Luiz Flamarion Barreto Lima
Senhor Cel Cláudio Moreira Bento, Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil,
Excelentíssimos Senhores Oficiais Generais
Senhoras e Senhores
Senhores Acadêmicos,
Ao ingressar na Academia de História Militar Terrestre do Brasil, sejam de agradecimentos as minhas primeiras palavras.
Agradecimento ao General-de-Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo, Presidente do Clube Militar, por acolher, na Casa da República, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil.
Agradecimento fraterno e emocionado ao Coronel Cláudio Moreira Bento, Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, e aos demais Acadêmicos por me receberem no seu quadro, indicado que fui para ocupar a Cadeira Nº 45, que tem, como patrono, o General Flamarion Barreto Lima.
Quando decidi prestar concurso para a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, por orientação unânime dos oficiais do 1º Batalhão Ferroviário, sediado em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul, onde eu servia em uma Companhia destacada “no mato”, como dizíamos na época, busquei a orientação do General Flamarion. O General Cândido Vargas Freire, o Coronel Cláudio Moreira Bento e o Cel Martines já haviam obtido sucesso no Concurso para ECEME recebendo os ensinamentos do Gen Flamarion, vindos do Rio de Janeiro, em gravações de aulas feitas por companheiros que anotavam os assuntos tratados e, principalmente, as questões propostas, a correção dos trabalhos realizados e as questões corrigidas com as observações e informações do Mestre.
Foi assim que, semana após semana, o General Flamarion – dedicado Mestre –, na sala de aula improvisada naquele porão (ou sub-solo) do Edifício da Praia Vermelha (EPV), mobiliado com carteiras velhas, ensinava pausada e, objetivamente, discorria sobre os assuntos do programa do Concurso tanto para os candidatos do Rio de Janeiro quanto para os demais candidatos distribuídos em todo território Nacional.
Aquelas situações intrincadas e pesadas fluíam ordenadas, integradas e claras, e a História acontecia de forma lógica no grande palco da Geografia, dando-nos as visões retrospectiva e prospectiva das coisas, permitindo-nos identificar a participação do Poder Militar nos episódios e fatos históricos, fazendo-nos antever o papel silencioso e anônimo do Oficial de Estado-Maior e do Comandante militar na construção do porvir.
Com o General Flamarion na orientação para um concurso, aprendemos, com ele, a pensar: pensar sobre o espaço em que vivemos, pensar sobre o que fomos, o que somos e o que queríamos ser; pensar sobre as nossas vulnerabilidades, pensar sobre nossas possibilidades; pensar sobre o que é a instituição militar e o que ela representa para a Nação.
E assim foi a preparação do grupo: pensando, questionando, pesquisando, discutindo, concluindo e transformando a conclusão em ação no exercício das funções de Oficial de Estado Maior e de Comandante.
Em nossa profissão, tivemos, como tantos outros, no General Flamarion, o preceptor que nos preparou para o Doutorado das artes e ciências militares.
Presto o meu testemunho pessoal sobre o General Flamarion Barreto Lima, patrono da Cadeira Nº 45 da AHMTB na qual hoje sou investido.
Luiz Flamarion Barreto Lima nasceu em 19 de outubro de 1912, em Sobral, no Ceará, filho de Francisco das Chagas Barreto Lima e de Maria Cezarina Lopes Barreto. Oriundo do Colégio Militar do Ceará chegou à Escola Militar do Realengo em abril de 1931, aluno 657, que se tornaria Cadete em 25 de agosto do mesmo ano e ingressaria no Curso de Infantaria, em abril de 1932. Aspirante em 25 de janeiro de 1934, ascendeu aos postos de 2º e 1º Tenente em 34 e 36. Em novembro de 1934, casou-se com D. Neuza de Oliveira Lopes. Foi promovido a Capitão em 1940, a Major em 1950 e a Ten. Cel em 1953. Em 15 de outubro de 1956, passou para a Reserva, ascendendo ao posto de General de Brigada na inatividade, de acordo com a legislação da época.
Ao longo da carreira militar serviu em Fortaleza, Maceió, Rio de Janeiro e Cruz Alta. Por onde passou, destacou-se pela dedicação, seriedade e por seu talento como instrutor. Mas seria na década de 40, como Capitão, que, no 8º RI, iria demonstrar seu gosto pela História Militar. Seu trabalho mereceu o reconhecimento do Comandante e de toda a Guarnição, pelo tanto que representou para o desenvolvimento do civismo e do amor à Pátria fundados no conhecimento da História.
Em 1943, veio para o Estado-Maior do Exército. Candidatou-se à ECEME em 1944, sendo aprovado como 15º/113. Concluiu o Curso em 1945 e voltou ao Ceará. Foi admitido na Ordem do Mérito Militar em 1951. Em 1954 voltou à ECEME para, até 1956, chefiar a Seção de História, na qual desenvolveria um trabalho eficiente que, com justiça, foi louvado, reconhecido e destacado pela Escola.
Passando prematuramente para a Reserva, dedicou-se à preparação dos candidatos à ECEME. E o fez com a mesma dedicação, seriedade e eficiência de sempre, durante muitos anos. Foi o precursor do atual Curso de Preparação, hoje conduzido pela Divisão de Ensino à Distância da ECEME.
Contribuiu pra o sucesso de muitas gerações de oficiais. Ensinou-nos a pensar...
Ainda hoje encontramos a sua metodologia, seu conhecimento e as suas palavras perpetuadas nos Cadernos e Apontamentos que nos deixou, ou permeando textos posteriores escritos por aqueles que, como eu, puderam usufruir do seu saber.
A cadeira que hoje, para minha grande honra, a Academia me oferece, foi ocupada anteriormente pelo ilustre Cel Luiz Carlos Carneiro de Paula
O Cel Carneiro, desde que terminou seu curso na Escola de Comando e Estado-Maior tem-se dedicado à preparação dos candidatos à ECEME. Hoje o faz com maior regularidade, integrando, já há oito anos, a equipe de orientadores do CPREPECEME do Clube Militar.
Natural de Belo Horizonte,MG, nasceu em 14 de setembro de 1935, filho do Professor Francisco Floriano de Paula e de D. Helena Gomes Carneiro de PauIa, herdando, pelo lado materno, o legado dos Gomes Carneiro – seu bisavô Pedro Ernesto e seu tio-avô Antônio Ernesto, morto no cerco da Lapa durante a Revolução Federalista de 1892.
Teve uma infância rural e, aos 11 anos, veio para o Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde, adolescente, consolidou sua formação intelectual e moral. Ali foi Oficial-aluno, mercê do rendimento escolar, foi músico e mestre da Banda de Música do Colégio e, durante três anos, pertenceu à Diretoria da Sociedade Literária.
Em torno do eixo cartesiano da formação que o CM lhe proporcionava, através de intensa correspondência com seu pai e nos períodos de férias durante os quais o acompanhava nas tarefas a que estava dedicado, o Cel Carneiro foi construindo uma vasta cultura humanística, responsável pela importância que daria ao estudo da Geografia, da História e da Política ao longo de toda a sua vida profissional.
Na Academia Militar, Cadete da Turma Avaí, escolheu a Arma de Engenharia, e foi declarado Aspirante em 6 de janeiro de 1956. Foi o primeiro da sua Arma e o segundo Cadete mais distinto de sua Turma. Tenente, serviu no 4' Batalhão de Engenharia, em Itajubá e no então Batalhão Escola de Engenharia, na Vila Militar no Rio de Janeiro e na AMAN. Nesse período se especializou em Equipamento pesado de Engenharia e tornou-se um pontoneiro de escol.
Casou-se com D. Angela Maria Carneiro de Paula (Braga de Carvalho em solteira) e tem três filhas: Cláudia, Patrícia e Virgínia.
Terminada a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), também segundo naquela nova turma que ali se formara, já Capitão, faz, em 1965, o Curso Avançado de Engenharia na US Army Engeneer School, em Ft Belvoir, V A,EUA, de onde volta para ser o S 3 do Curso de Engenharia da AMAN, com o principal encargo de participar da reformulação do ensino profissional do cadete de Engenharia, elevando-o a níveis adequados aos objetivos do Exército.
Concluído o curso da ECEME em 1970, o Maj Carneiro vai para a EsAO, como Sub-chefe e S 3 do Curso de Engenharia, com encargo semelhante ao que recebera na AMAN.
Data dessa época o seu engajamento na preparação dos candidatos à ECEME. Dali sairia para um período de três anos no comando do Curso de Engenharia da AMAN.
Como Tenente Coronel e Coronel foi Chefe de Estado-Maior do 2° Grupamento de Engenharia de Construção, Chefe de Seção no EME, Comandante do 6° Batalhão de Engenharia de Construção e da Guarnição de Boa Vista, Roraima, Chefe de Estado-Maior do 1° Grupamento de Engenharia de Construção, Chefe de Gabinete da DT, da DPB e da DFA, e Chefe de Estado-Maior da 10ª RM, função que exercia quando passou para a Reserva.
Em 1978 e 79, foi Professor Titular de Logística e de Tática e Operações na Academia de Guerra (ECEME) do Exército do Chile. Foi também Professor convidado de Geopolítica e Estratégia (Segurança Interna) na mesma Academia de Guerra e na Academia Superior de Segurança Nacional (ESG) do Chile.
Ao longo do tempo em que serviu no Rio de Janeiro, fez vários Cursos na Fundação Getúlio Vargas relativos à Administração de Empresas e participou de Ciclos de Estudos na ESG e de Ciclos de História do período republicano na FGV.
No exercício das diversas funções militares, participou da produção de filme de instrução, redigiu ou relatou oito anteprojetos de Manuais de Instrução e elaborou inúmeros documentos e textos institucionais sobre a Arma de Engenharia, sobre a formação de Oficiais do Exército e sobre História Militar.
Já na Reserva, cursou Ciência Política no Bennett, dando seqüência, em Curso a Distância, também de Ciência Política, que realizara junto à Universidade de Brasília.
Na preparação de candidatos à ECEME, elaborou textos de Geografia e de História, particularmente sobre o período republicano no Brasil, e cooperou na produção e edição dos disquetes e CD-ROM do CPrep/ECEME.
Participou do Simpósio sobre Canudos realizado pelo IGHB e IGHMB, e também de vários ciclos de História Contemporânea do Brasil realizados na Fundação Getúlio Vargas, tendo elaborado textos sobre a participação do Exército na vida republicana do Brasil.
Atualmente está preparando versões compactas dos textos de Geografia, de História do Brasil e de História Militar a fim de difundi-las pela da Internet, colocando-as a disposição dos candidatos à ECEME e de outros estudiosos desses assunto.
Deus permita que, na Cadeira da qual é Patrono nessa Academia de História Militar Terrestre do Brasil, eu possa honrar tanto a memória desse soldado e educador General Luiz Flamarion Barreto Lima, quanto o percurso profissional do Cel Carneiro. Esse é o meu compromisso.
Muito obrigado.
ORAÇÃO DE POSSE DO ACADÊMICO CEL ERNESTO CARUSO
NA CADEIRA Nº 2 CAPITÃO ALFREDO PRETEXTATO MACIEL DA AHIMTB“QUEM RECORDA O PASSADO TRABALHA PARA O FUTURO.”
É exatamente dessa forma que aparece a legenda na capa do livro Os Generais do Exército Brasileiro DE 1822 A 1889 (TRAÇOS BIOGRÁFICOS), Biblioteca Militar, na edição de 1940, como um farol a iluminar os bons caminhos, as rotas seguras e as pegadas marcadas por quem fez a História com grandeza, dedicação e amor à Pátria. Houve alguém que valorizasse esses feitos, garimpando grama por grama do precioso metal, fundisse e moldasse uma jóia de inestimável valor, cujas letras lhe compõem como um DNA; fazem parte do seu interior e a adornam clamando por admiração por delineados e bem traçados caracteres externos. Assim, trabalhando e preocupado com o futuro, deu um recado de início, deixou uma lição. A foto do Duque de Caxias descortina a mensagem do autor com uma dedicatória:
“AO MARECHAL DE EXÉRCITO LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA O IMORTAL DUQUE DE CAXIAS O GRANDE CIDADÃO “QUE PRIMEIRO NAS ARMAS ELEVOU AOS ASTROS O NOME E A FAMA DA BRASÍLIA TERRA” DEDICAMOS O PRESENTE VOLUME.”
A obra mereceu elogio do Chefe do Estado Maior do Exército, cumprindo determinação do Ministro dos Negócios da Guerra, Hermes da Fonseca, através Ordem do Dia de 23 de março de 1907, autorizando a aquisição de quinhentos exemplares para distribuição aos estabelecimentos do Ministério.
Singelo, despretensioso por excelência, na sua mensagem ao leitor, datada de 31 de outubro de 1906, recém passados 100 anos, relata: “Reunindo em o presente volume, sensivelmente aumentados e corrigidos, os traços biográficos de os’”Os Generais do Exército Brasileiro” que desde junho de 1905, em homenagem à memória dos que se extinguiram, temos publicado na Revista Militar, procuramos apenas corresponder às delicadas solicitações de alguns amigos e camaradas que conseguiram convencer-nos que assim procedendo prestaríamos um serviço à nossa classe e principalmente à futura história militar do nosso jovem e querido Brasil; o que declaramos para que não se suponha alimentamos a idéia de que semelhante trabalho aspirar possa um modesto lugar entre as produções literárias dos nossos patrícios, pois reconhecemos a nossa incompetência intelectual agravada pela falta do necessário tirocínio. Entretanto, confessamo-nos desvanecidos com o termos podido encetar dito trabalho, remontando ao ano de 1822,...” Sim, como generais do Reinado de D.Pedro I, no primeiro volume, mas cujos subsídios são garimpados com muito trabalho nos diversos arquivos, em especial no da Secretaria da Guerra, organizado desde o ano de 1808. Foram os generais que fizeram a História da guerra e da paz, combatendo, pacificando, consolidando a independência, mantendo com determinação a união e a integridade do Brasil, construindo estradas, fortificações e contribuindo com estudos de engenharia e ação política para dar vida às cidades”.
A opinião da imprensa se faz presente demonstrando que acima da simplicidade do subtítulo TRAÇOS BIOGRÁFICOS há uma rica fonte de informação histórica.
Do Correio da Manhã, Moreira Guimarães, sob o epíteto Um Livro de História, Extrai-se: - “E tanto que me chegou às mãos esse primeiro volume, folheei-lhe as páginas, percorri-lhe os dizeres com o pensamento. O título é sugestivo. Indica de pronto o valor da obra. Porque a história do generais do Exército brasileiro é, por assim dizer, a própria história da pátria.....Não sei si a história é a mestra da vida. Mas os povos que esquecem os seus maiores, perdem as suas tradições. Isolam-se no tempo. Não caminham para a frente. Estiolam-se. Desfalecem. Debilitam-se rapidamente. ... A obra, cujo primeiro volume acabo de ler, é um trabalho de dedicação às classes armadas do país; é um serviço meritório do cidadão que se fez soldado para morrer pela Pátria e pela República. E essa obra desperta francos aplausos.” Se com os povos que esquecem os seus maiores o bom não acontece, imaginem os que os aviltam.
D’ O País: - “Uma clara ampliação destas notas constitui o preâmbulo em que o autor do livro pede ao leitor benevolência para o seu trabalho, pedido que não será certamente satisfeito, porque, para ser benévolo, o leitor não seria obrigado a ser justo e, para merecer este último título, tem ele por força de julgar bom o livro, sem favor, sem benevolência.”
Vieira Fazenda, d’ A Notícia.- “Do merecimento e real valor dessa importante coletânea de biografias já se pronunciaram os sabedores destas coisas antigas.Em boa hora, o erudito oficial nos apresentou essa imensa galeria de valentes cabos de guerra de cujas gloriosas vidas existiam notícias dispersas em livros e documentos, prestes a desaparecerem pela mão do tempo e incúria dos homens.”
Jornal do Comércio: - “O autor da publicação aludida saiu-se bem em sua produção na parte propriamente biográfica cujos dados, cujos apontamentos que pacientemente colheu, são fidedignos, pois foram extraídos de documentos oficiais referentes a ilustres militares; mas seria para desejar que ao lado dos perfis biográficos traçados, que constituem um trabalho material, aliás digno de nota, melhor se revelasse o espírito do autor fazendo estudo psicológico mais desenvolvido sobre cada um dos biografados.” O autor teve o espírito elevado quando publicou o comentário desse jornal com a ressalva, mas não deixou de complementar com a própria visão de quem fez o que não haviam feito e com tal profundidade, três volumes, um dos quais com 513 páginas: “Quanto ao estudo psicológico mais desenvolvido, sobre cada um dos biografados, releve-nos a ilustrada redação ponderar que o julgamos prematuro, pois para tal seria preciso que os dados por nós colhidos já o tivessem sido por outros, cabendo-nos então o importante trabalho intelectual, superior às nossas forças, de estudá-los e desenvolvê-los; ...Esperamos que os subsídios que apresentamos servirão pra os mais hábeis em breve prazo nos mimosearem com o desejado estudo, é bem de ver, o paralelo entre as qualidades político-militares e mesmo morais, do elevado número de cento e noventa e tantos cidadãos brasileiros que durante o extinto Império, afirmamos, pertenceram, como generais efetivos, ao nosso exército.”
Liberato Bittencourt d’A Tribuna:- “Há muito que me não é dado ler em vernáculo livro tão interessante: porque me ensinou, em algumas horas apenas, capítulos interessantíssimos e para mim quase desconhecidos da nossa história militar.”( Liberato e patrono da cadeira 23 da AHIMTB)
Nabuco do Val (Antran Dourado) do Diário de Notícias:
- “Os Generais do Exército Brasileiro” é trabalho que demonstra o esforço titânico do seu autor, pois, como dissemos, é difícil, dificílimo, organizar-se a história de um povo. ... A luta foi titânica, mas a vitória foi certa, e, a prova, aí está o livro, encerrado em suas páginas a legenda homérica de nossos homens de guerra.”Eis um resumo das várias apreciações da época sobre a obra de autoria de um militar que jovem passou para a história. Nasceu em 24 de fevereiro de 1860, no Estado de Pernambuco e faleceu em 1907 no posto de capitão. Foi bacharel em Matemática, Ciências Físicas e Naturais pela então Escola Superior de Guerra e Capitão do Estado Maior do Exército. Nossa continência, silêncio e flores, ao Capitão Alfredo Pretextato Maciel da Silva Obrigatória reverência ao recordar a importância do seu legado e como justa homenagem: Ao patrono da Cadeira 02 da Academia de História Militar Terrestre Do Brasil
O nosso patrono de cadeira era filho do Capitão da Guarda Nacional, Hemetério Maciel da Silva e da Sra Lupercina de Souza> Deixou 7 filhos, Maurício, Milton, Gilberto, Editte, Noemi, Ruth e Alfredo Petrônio.Praça de 12 de abril de 1878; 2º Cadete, 30 de abril de 1878; Alferes, 17 de junho de 1887; 1º Tenente, 17 de março de 1890; Capitão, 14 de dezembro de 1900. Cursou a Escola Militar de Porto Alegre – Infantaria e Cavalaria; Escola Militar da Corte; Escola de Tiro de Campo Grande; Escola Militar do Ceará e a Escola Superior de Guerra (1890).Organizações Militares em que serviu, além das escolas:- Companhia de Cavalaria de Pernambuco; 3º Batalhão de Infantaria (adido);- 2º Regimento de Cavalaria;- 1º Regimento de Cavalaria (adido);- 5º Regimento de Cavalaria Ligeira 1º Regimento de Cavalaria Ligeira; 13º Batalhão de Infantaria (adido); 6º Regimento de Cavalaria; 9º Regimento de Cavalaria; Adjunto do Estado- Maior do Exército.Missão fora do Exército : À disposição do Ministério da Viação, para praticar na Estrada de Ferro Central de Pernambuco. Há que se ressaltar que foram biografados quase duzentos oficiais generais e que a continuidade do trabalho do Cap Pretextato vem sendo realizada pela Academia de História Militar Terrestre do Brasil em suas obras sobre a História do Exército no Rio Grande do Sul, biografando os generais comandantes das Grandes Unidades do
Comando Militar do Sul, sob o titulo Os comandantes, suas experiências, profissões e lições de comando, de autoria do Cel Bento.Presdente da AHIMTB .Acrescentar que o reconhecimento da contribuição do Cap Pretextato para a História se faz presente também através o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil que mantém o seu nome como patrono de uma cadeira. Concluir agradecendo as palavras de boas-vindas,em nome dos integrantes da Academia de História Militar Terrestre do Brasil proferidas pelo do Cel Carneiro, generosas e amigas, e colocar-me à disposição do conjunto para em consonância e a férrea vontade da Academia, e com a Diretriz do Exército por ele classificada de Objetivo atual nº1 : "Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos do Exército." No concentramos nossos esforços e os da Delegacia Marechal João Batista de Matos que a partir de hoje fui empossado seu Delegado .
Muito obrigado.
PALAVRAS FINAIS DO PRESIDENTE DA AHIMTB CEL CLAUDIO MOREIRA BENTO
Hoje, depois de 10 anos de fundada, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) comemora os seus 10 anos, pela segunda vez neste Clube Militar a Casa da Republica e, também, da Abolição por seu protesto pelo uso do Exército como Capitão de Mato. Fato que por algum tempo o Exército foi chamado de Redentor e a Princesa Izabel de Redentora. Reunião na sala Coronel Antônio Sena Madureira, republicano e abolicionista quase esquecido, cuja memória foi preservada graças a trabalhos notáveis de nossos acadêmicos eméritos coronéis Amerino Raposo Filho, na Revista do Centenário do Clube Militar e Jardro Alcântara de Avellar em seu livro Páginas de História do Brasil as paginas 395/408, onde abordou a Questão Militar no Sul ou Questão Sena Madureira na qual nosso herói foi a peça central .Livro que deixamos exemplar para o Clube Militar.Sena Madureira que foi o primeiro comandante da Escola Militar de Rio Pardo entre as diversas que ocuparam o histórico prédio até 1911 e hoje restaurado para abrigar O Centro Cultural Regional de Rio Pardo. Escolas cujas histórias resgatamos em nosso livro Escolas Militares de Rio Pardo 1859/1911 . Sua Fé de Oficio e preservada pelo Arquivo Histórico do Exército e o seu túmulo e de sua brava esposa D.Constância Augusta Mariz e Barros Madureira repousam em belo túmulo no Cemitério São Francisco Xavier , construído com subscrição popular promovida pela Escola Militar , Exército Marinha e Povo e que esta a merecer um cuidado que talvez o Clube Militar possa promover.
Diz de sua importância e projeção históricas o fecho de artigo do Jornal A Federação do Rio Grande do Sul por ocasião de sua morte súbita no QG do Exército, após beber um copo de água. Morte suspeita de assassinato por envenenamento. Escreveu A Federação:
“ Dorme o eterno sono dos bons, que teu nome será sempre lembrado como um edificante exemplo de abnegação e civismo. E quando no remanso do lar ou no convívio das casernas, aqueles que tiveram a felicidade de te conhecer ou que de ti ouviram falar, ao lembrarem o nome de Sena Madureira ,repetirão , para sintetizar a história da tua vida laboriosa ,desinteressada e honesta , os versos de insigne poeta .” Morreu como viveu . Herói dos heróis. Morreu.”
Hoje, nesta seção memorável, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil através de sua Delegacia no Rio Marechal João Batista de Matos, empossou como seus acadêmicos os Coronel Darzan Neto da Silva, na cadeira que tem por patrono o general Flamarion Barreto,o mestre que preparou diversas gerações para ingresso na Escola de Comando Estado-Maior do Exército. Tarefa esta a qual o acadêmico Cel Darzan se dedica com devoção ha longo tempo no Curso C PREP do Clube Militar, junto com o acadêmico emérito que ele sucede nesta cadeira, o Cel Luis Carlos Carneiro de Paula ,hoje dirigindo um Curso de Historia Militar do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, apoiado pelo DEP e UNIRIO. Empossou igualmente o acadêmico Cel Ernesto Caruso como Delegado da Delegacia Marechal João Batista de Mattos e que passou a ocupar a cadeira Capitão Alfredo Pretextato Maciel, o biografo dos generais do Exército do Império em sua notável obra - Os generais do Exército Brasileiro notas biográficas de 1822/1889, em 1905 e reeditado em 194o..
Publicação que retardou a 3ª morte daqueles ilustres chefes segundo este pensamento que ouvimos de uma genealogista na Academia Barra-mansense de História, na qual fomos empossados acadêmico na cadeira Marechal Floriano Peixoto. Ilustre e bravo soldados que faleceu em Barra Mansa em 1895 em data que mais tarde seria usada para o lançamento do Pedra Fundamental da AMAN .
Falou o mencionado genealogista : “ O homen tem i três mortes. A 1ª ao dar o último suspiro .A 2ª ao baixar a sepultura e a 3 º quando seu nome for pronunciado ou lembrado pela ultima vez.”
E isto a nossa Academia tem procurado evitar em relação aos seus membros e em relação aos generais da Republica em seu projeto História do Exército na Região Sul já com 13 volumes onde em cada volume referente a história de uma Grande Unidade existe um capitulo intitulado .Os comandantes da GU, suas experiências profissionais, ações e lições de comando . E foi o que a Revista do Centenário do Clube Militar procurou fazer resgatando a História de personagens que participaram de sua fundação o que não foi tarefa fácil , que o diga o acadêmico emérito Cel Amerino Raposo Filho das dificuldades que encontrou para resgatar a história de Sena Madureira coberta então de espessa camada de patina dos tempos .Hoje a AHIMTB se orgulha de haver reunido o maior acervo biográfico de oficiais generais e integrantes do Exército.A Academia de História Militar Terrestre do Brasil hoje aqui agraciou com justificativas, com a sua Moeda de Honra, a medalha do Mérito Histórico Militar Terrestre do Brasil, personalidades que se destacaram no apoio a sua idéia de trabalhar para a preservação do Objetivo Atual nº 1 do Exército.
Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais culturais e históricos do Exército. Objetivo que ela estendeu as demais as forças terrestres brasileiras. Medalha criada em 2003 no Bicentenário do Duque de Caxias e já na sua 3ª edição
Por oportuno e atual recordo as seguintes questões relevantes para nossa Segurança Nacional: Que o Marechal Castelo Branco sonhava como Caxias, Floriano Peixoto e poucos outros como o Cel J.B. Magalhães, com uma doutrina militar terrestre brasileira genuína, ou uma doutrina militar Tupiniquim, na expressão do Marechal Castelo Branco. Sonho .já conquistado a duras penas pelas grandes nações , potências e grandes potencias mundiais, conforme aprendemos como instrutor de História Militar na AMAN aos estudarmos a História Militar da grandes potencias, potências e grandes nações .Preocupação atual que motivou artigo do nosso acadêmico emérito General Carlos de Meira Matos, preocupado com a ausência nos debates para a conquista da Presidência da República de parte dos candidatos ao cargo por não terem os mesmos, abordado seus projetos relacionados com a Segurança Nacional , problemas que este ilustre chefe do alto de sua visão geopolítica e de guerreiro apresentou e em especial em relação a Amazônia Brasileira.
No período inicial da Missão Militar Francesa ,no Brasil em 1920 um oficial aluno brasileiro solicitou a um instrutor francês que lhe ensinasse Estratégia e Táticas brasileiras, ao que ele respondeu que esta resposta se encontrava embutida no nosso patrimônio cultural militar terrestre acumulado em quase 5 séculos de lutas internas e externas, predominantemente vitoriosas. E este tem sido um dos sonhos e objetivos da nossa Academia, através de seu esforço no desenvolvimento da História Operacional Terrestre Critica
A Academia dentre os seus objetivos destaca a sua preocupação em levantar experiências doutrinárias militares brasileiras genuínas, para subsidiar a hipótese do desenvolvimento de uma doutrina de Guerra de Resistência na Amazônia, a estratégia do fraco contra o forte, como a definiu o Cel Golbery do Couto e Silva, em sua obra Planejamento Estratégico em 1955.
Guerra de resistência ou de guerrilhas, baseadas em doutrinas militares brasileiras genuínas, como Guerra Brasílica que conseguiu expulsar os holandeses do Nordeste do Brasil em 1654, a Guerra a Gaúcha que conseguiu expulsar e manter fora do Rio Grande do Sul os espanhóis em 1776, sem esquecer a Guerra Amazônica liderada pelo General de Estado Pedro Teixeira e não capitão como a história consagrou o seu nome e que conseguiu expulsar da nossa Amazônia os holandeses e ingleses que ali haviam se fixado. E ali, mais as guerras de resistência no Amapá e no Acre, lideradas pelo general Cabralzinho e Plácido de Castro, enfrentando forças regulares estrangeiras. Guerras de Resistência que ajudaram a definir o destino brasileiro do Amapá e do Acre.
E mais experiências de guerra de Resistência teve o Brasil, como a secular Guerra do Mato, desenvolvida por ambos os contendores na Guerra dos Palmares. Modalidade que o guerrilheiro José Bonifácio, contra forças de Napoleão em Portugal, planejava desenvolver no Brasil, caso ele fosse invadido. Enfim, doutrinas militares terrestres genuínas que solucionaram graves problemas do Brasil, sem o concurso das doutrinas militares que nos têm influenciado: a espanhola, a inglesa, a alemã, a francesa e, a norte-americana desde 1939, como verdades absolutas ignorando-se o principio de que” uma doutrina militar possui somente duas constantes o homem e sua constante mudança.”
A História Militar Terrestre do Brasil que nossa Academia se concentra é no seu ramo História Crítica Militar Terrestre do Brasil, aquela de cuja analise , a luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar, o soldado desenvolve a sua cultura profissional e o pensador militar dela retira subsídios doutrinários . E não prioriza a História Descritiva, que é escrita e divulgada sem a preocupação com a aprendizagem da Arte e da Ciência Militar e a coleta de subsídios que possam contribuir para o desenvolvimento de uma doutrina militar terrestre brasileira, Infelizmente este ramo tem predominado entre nós. A História Militar Terrestre Critica se constitui em importante componente da Cultura Geral do oficial por melhor habilita-lo para dela tirar subsídios para a sua formação profissional e para a nacionalização progressiva da doutrina militar brasileira. E aqui recordo uma preciosa lição que nos deixou o Marechal Eurico Gaspar Dutra sobre a necessidade de equilibrar a cultura profissional com a Geral .Lição contida neste trecho de nosso livro Os 60 anos da AMAN em Resende.
O SENTIDO DO ENSINO NA AMAN, SEGUNDO O MARECHAL DUTRA
O Marechal Dutra foi aluno da Escola Militar da Praia Vermelha na ocasião de seu fechamento, seguido de extinção, em conseqüência da malfadada Revolta do bacharelismo militar que passou a História como revolta da Vacina Obrigatória de 1904. Após passar um ano fora do Exército, concluiu o seu curso na Escola de Guerra de Porto Alegre, sob a égide do Regulamento de 1905. Tendo aprendido duramente a lição da História, emitiu a seguinte diretriz, como Ministro da Guerra, de como deveria ser conduzido o ensino na AMAN, a obra mais marcante e consagradora de sua gestão na pasta da Guerra.
“O ensino militar entre nós, tem variado em dois extremos: ou excesso de matérias teóricas ou de cultura científica, ou a reação brusca no sentido de instrução ou preparação meramente profissional, com caráter prático. É oportuno alertar sobre a inconveniência ou perigo de socorrer-se a qualquer dessas soluções extremas. A sabedoria aconselha e mostra que a virtude está no meio. Não se esqueçam os que têm a missão de formar os futuros oficiais que é sob o imperativo do ensino profissional e da cultura geral que se deve orientar aquela formação. Estamos num século eminentemente técnico. Só se tornam poderosas as instituições e nações que têm solicitado à inteligência e às ciências os conselhos e os recursos a serem seguidos, no sentido de melhor se armarem e se tornarem fortes. Mas tudo isto será incompleto e de resultado duvidoso se o comando, professores e instrutores não cogitam também de formar espíritos e personalidades”.
. A nossa guerreira AHIMTB tem trabalhado com missões deduzidas das seguintes orientações:
1- Do Objetivo Atual nº 1 do Exército, definido no tempo do Exmo. Sr. Ministro do Exército Gen Ex Zenildo de Lucena e reafirmado por seus sucessores:
“Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores, morais, culturais e históricos do Exército”.
2- A Base na idéia que figura em nossos diplomas, do Marechal Ferdinando Foch, o vencedor da 1ª Guerra Mundial, e que saiu da função de professor de História Militar da ESG da França para comandar a vitória aliada na 1ª Guerra Mundial:
“Para alimentar o cérebro (comando) de um Exército na Paz, para melhor prepará-lo para a eventualidade indesejável de uma guerra, não existe livro mais fecundo em lições e meditações do que o da História Militar”.
3- Orientação já abordada do Ministro General Eurico Dutra, de equilíbrio entre a Instrução ou cultura Profissional com a Cultura Geral na qual a História Militar Terrestre Crítica assume especial relevo.
E História Militar Terrestre Crítica é a que temos desenvolvido, desde a época de instrutor de História Militar na AMAN em 1978/80, onde até hoje são estudados os livros que a nossa equipe de instrutores de História Militar elaborou com o apoio e patrocínio do Estado –Maior do Exército coordenado pelo então Cel Alberto Fajardo: História da Doutrina Militar, História Militar do Brasil e, ainda, do qual sou autor, o livro Como estudar e pesquisar a História do Exército Brasileiro, editado e reeditado pelo EME em 1978 e 2001.
E disto a nossa Academia que tem como seu patrono o Duque de Caxias possui imenso orgulho e satisfação do dever muito bem cumprido. E a continuação da nossa ACADEMIA depende de um apoio mais efetivo e oficial de parte das autoridades brasileiras que possuem o dever de Estado pela pesquisa , preservação e desenvolvimento da Memória Nacional sob os mais variados aspectos tarefa sobre a qual a Academia apresentou uma riquíssima experiência a ser analisada.
No Guararapes 49 abordamos artigo intitulado O Brasil um pais sem memória ! Expressão corrente, que consideramos, salvo melhor juízo uma desculpa esfarrapada dos governos para explicar responsabilidades de Estado não cumpridas .Artigo que a Revista SASDE dos Amigos da 2ª Divisão de Exército publica em seu último número.
Agradecemos a presença dos que prestigiaram mais esta cerimônia comemorativa dos 10 anos da AHIMTB solicitando se possível, que releiam com atenção o conteúdo do O Guararapes 48, comemorativo desta efeméride que ao final apresenta idéias para um possível Decreto de sua oficialização e subsídio governamental, tarefa solicitada o seu estudo de viabilidade a seu patrono de cadeira em vida, o Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho com grande experiência no exercício de expressivas funções executivas e legislativas. E desta idéia se bem sucedida depende o futuro de nossa Academia de História Militar Terrestre Brasileira que comprovou o que de útil e relevante realizou de desenvolvimento da História Militar Terrestre Crítica de nossas forças terrestres, o que nos parece já entendeu a diretoria eleita do Clube Militar que se mostrou decidida a apoiar como constou de sua plataforma de disputa da preferência para assumir a Direção do Clube Militar .Vale Lembrar que a O Clube e a AHIMTB defendem a Família Militar. O Clube Militar politicamente e a AHIMTB historicamente Ou seja ; A Academia representa respostas históricas a manipulações e deformações políticas de nossa História Militar , tão comuns e dominantes nos dias atuais e que ela procura responder em seus Informativos e sites pela Internet, já que a mídia nacional expressivamente não lhe concede o direito de resposta ou do contraditório, um pressuposto da Liberdade de Imprensa. Enfim Clube Militar e Academia de História Militar respondem e debatem sobre temas relevantes que afetam a imagem das Forças Terrestres, as quais seus membros do serviço ativo não podem vir a público para responder. E o Informativo O Guararapes 48 deu exemplos desta luta , como a presença da Academia na Câmara Federal, em Simpósio sobre Canudos onde defendeu a participação do Exército, de 13 policias militares sob o argumento de que eles não iam a lugar nenhum se não fossem a isto ordenados pelo poder civil . E foi o que então aconteceu !
Agradecimentos da AHIMTB ao Presidente do Clube Militar Gen Ex Gilberto Figueireido hoje agraciado Comendador do Mérito histórico militar terrestre do Brasil pela AHIMT B e presidente de Honra da presente seção por hoje haver acolhido a AHIMTB nas instalações do Clube
Votos aos novos acadêmicos empossados coronéis Darzan e Caruso que ajudem na área do Rio de Janeiro a elevar alto o nome da nossa academia e em especial a sua Delegacia Marechal Marechal João Batista de Matos .
Cumprimentos e agradecimentos aos agraciados com a medalha do Mérito Histórico Militar Terrestre por suas contribuições ao progresso da AHIMTB abordados nas justificativas da concessão da medalha a cada um
Obrigado pela atenção e um convite para que participem e prestigiem a Academia de História Militar Terrestre do Brasil e um apelo a seus integrantes por mais solidariedade e mais participação em suas atividades e na conquista de seus objetivos, para que esta luta e a vitória não fiquem nas mãos de muito poucos..Obrigado
Solicito ao General Gilberto presidente de Honra da Presente seção que a encerre e use da palavra para alguma mensagem que queira nos transmitir
PALAVRAS DO GENERAL GILBERTO FIGUEIREDO
O General Figueiredo ao encerrar a seção como presidente de Honra,lembrou que quando no comando do 1ºRCC convidara os coronéis Francisco Ruas Santos e Cláudio Moreira Bento, como historiadores, para participarem de um simpósio de História Militar .E que o Cel Bento, então diretor do Arquivo Histórico do Exército lhe cobrou, como contrapartida que proferisse no citado Arquivo, uma palestra sobre o General Newton Cavalcanti, no Projeto do Arquivo que comemorava com palestras os centenários brasileiros.
Justificativas da AHIMTB para conceder a medalha do Mérito Histórico ao Gen Figueiredo no grau de Comendador
Gen Ex GILBERTO BARBOSA FIGUEIREDO. Pelo apoio e estímulo que tem emprestado à história militar terrestre do Brasil em sua carreira, bem como à Academia de História Militar Terrestre do Brasil, como comandante do Comando Militar do Oeste, e como Chefe do Departamento de Ensino Pesquisa, onde foi empossado em cerimônia histórica na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército como seu 2º presidente de Honra, apoiando-a e estimulando, moral e financeiramente, para que ela melhor pudesse cumprir sua finalidade e auxiliar o Exército com seus quadros a progressivamente ajudar a conquistar e a preservar o objetivo atual n.º 1 do Exército: Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos do Exército, e atendendo na medida do possível suas solicitações. Apoio que teve a iniciativa de prometer prestar a AHIMTB em sua plataforma de campanha a Presidência e do Clube Militar, com ênfase em seu trabalho em prol do desenvolvimento da História Militar Terrestre Crítica do Brasil, que visa a estudá-la e a pesquisa-la à luz dos fundamentos da Arte e da Ciência Militar visando, com ela, a formação profissional em Arte e Ciência Militar dos integrantes desta força, bem como subsidiar o desenvolvimento de uma doutrina militar terrestre brasileira genuína.